https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/12/alunos-de-elite-do-brasil-tem-performance-pior-em-leitura-do-que-pobres-de-outros-paises.shtml

Já é fato conhecido que o Brasil bate recordes negativos quando o assunto é ler. Mais, ler, interpretar e entender um texto tem sido algo raro, assim como ouvir a frase “não gosto de ler” tem sido frequente.

O post acima prova que não é uma questão de dinheiro. Renda não garante facilidade de leitura, de entendimento. E quando me lembro quantas vezes ouvi a frase muita coisa da nossa realidade faz sentido.

Vamos entender alguns fatos: você não passa a entender de um assunto fazendo um curso de 8 horas ou ouvindo um especialista por 2 horas. O entendimento com um envolvimento de poucas horas é superficial.

Ver um vídeo no zap sobre um assunto, pelo contrário, pode fazer com que você adote uma verdade que é simplesmente falsa.

E o fato mais contundente: não há como entender de um assunto sem ler sobre ele, inclusive ler sobre assuntos correlatos que influenciam diretamente. Não precisa ser livro impresso, pode ser eletrônico, artigos, mas ler.

E fico impressionado alguém não gostar de ler! Você pode ler sobre o que gosta. Eu leio, praticamente todos os dias, notícias e artigos vindos de mensagens de grupos no Zap que são construtivos, mensagens de Instagram em perfis super bacanas que sigo, cerca de 3 livros que estou lendo ao mesmo tempo e quadrinhos!

Evito praticamente tudo que não possui fonte, como vídeos aleatórios do zap, como dito. Eles são perigosos, tomam tempo e sim, seu áudio perturba quem está próximo.

Benefícios que deviam ser premissa na vida, da leitura

O hábito da leitura traz outro benefício: o senso analítico. A crítica natural ao se ler uma frase e contar com uma bagagem de conhecimento que colocam em cheque, veem problemas ou corroboram o que foi lido.

Ler muito incute em você vocabulário. Entender a diferença em se usar certas palavras aqui e ali é libertador. Estamos matando nossas línguas lentamente ao deixar de dominar uma lista considerável de termos que explicam relações, fatos e sentimentos de forma mais precisa.

Se não deixarmos de ser um país que “não gosta de ler” nos manteremos polarizados, por exemplo, em que se “torce” por um lado. Se discordar, é meu opositor. Infelizmente, amigos, a realidade não é tão simples assim.

O artigo no início do texto prova que não adianta simplesmente entregar o maior possível de diferenciais competitivos para os nossos filhos. Enquanto tolerarmos que o nosso filho tenha uma educação cara que às vezes nem ensina tanto (…)

(explico: crianças aprendem muito através de exemplo, certo? Educação é algo que necessita da disciplina de casa, dos pais. Até quem não é pai como eu sabe disso. E o que temos por aí, frequentemente? Pequenos déspotas.)

(…) e o filho de um vizinho que não tem essa possibilidade estude numa escola que nem teto na sala tem, vamos amargar esses números horríveis na Educação, Violência e muito mais.

E a situação não está legal. Não se lê e entende de forma generalizada do WhatsApp ao E-mail, nem na convivência diária nas ruas. Um enorme e gigante problema de ingerência na Comunicação, no desenvolvimento pessoal, nas carreiras, na Gestão das empresas.

Vamos dar exemplo e mostrar como as pessoas podem ler mais? Aguardem o próximo texto: Como ler mais nessa falta de tempo.